Telejornais locais, minha opinião
Antes de mais nada quero dizer que não sou jornalista! E muito menos odeio jornalismo. Ufa! Agora posso começar sem me preocupar.
Hoje a Tv A Crítica estréia seu novo telejornal às 17h30 (horário de Manaus, é claro!). A afiliada da Record informou no domingo que muda seu telejornal após capacitar e reciclar seus profissionais, buscando um novo tipo de jornalismo, com mais compromisso com a realidade local.
Espero sinceramente que todos os objetivos da nova proposta sejam alcançados. Há mais ou menos um mês, a Tv Em Tempo, também lançou seu telejornal em clima de festa e com muita motivação. No entanto, toda a animação, investimento em equipamentos e cenário resultaram num telejornal simples e ainda com muitos erros técnicos.
Aqui em casa gostamos muito de ver os telejornais todos os dias. Somos nordestinos, acho que isso é um vício de lá, tudo se sabe pela televisão. Por isso, vejo praticamente todos, mudo de canal freneticamente para não perder a entrada dos blocos, as matérias e tudo mais.
Com a notícia do novo telejornal de A Crítica, surge a esperança de que as outras emissoras sintam-se motivadas a competir pela audiência no início do horário nobre. O telejornal local é um produto, assim como todos os outros da televisão brasileira. É nele que todos nós sentimos como anda a cidade em que vivemos, e como as histórias são contadas.
Hoje estarei atento, mas em especial ao cenário. De um tempo pra cá os telejornai locais resolveram mudar o estúdio e colocar o programa nas redações. Se fizeram para seguir o padrão da grandes redes não sei, mas a verdade é que todos justificam com a mesma idéia, trazer agilidade, mostrar que aqui se trabalha e por aí vai.



Alguns telejornais investiram pesado nessa idéia, outros ainda mantém o estúdio. Particularmente acho interessante a idéia de colocar o programa na redação, no entanto, se for mal aplicado, pode tirar a atenção do telespectador que ficará mais curioso com o que acontece lá no fundo.
O que era engraçado no antigo telejornal de A Crítica era ver amigos jornalistas lá no fundo trabalhando, andando, conversando. Dava até pra manda um recado no twitter ou no msn pra avisar que estávamos vendo toda aquela movimentação.
O dia em que a preocupação com o que se “joga” na televisão se torne frequente está chegando. Investir em um telejornal sólido é importante para que as tv’s locais ganhem prestígio do público. Este que nunca foi consultado para saber do que realmente gosta quando quer receber as notícias.
Boa sorte a Tv A Crítica, vamos lá!
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Eu acho os telejornais locais muito toscos, mas n entendo do assunto, só me resta torcer pelo upgrade de todos e deste da Tv Acrítica. Faça mais posts sobre esse assunto Egle, é muito interessante. Abraços.
As emissoras de TV do AM empregam os profissionais menos capacitados que existem.A maioria sequer eh formada em jornalismo.Exemplos não faltam.
O pior de tudo que usam um critério totalmente indefinido. Se ao menos o critério beleza fosse utilizado já estaria bom.Mas eles conseguem empregar gente burra e feia.Claro que há exceções.
Mas nada disso importa muito, visto que os “jornalistas” são obrigados por seus patrões a seguir uma linha editorial confusa e que, quase sempre, beneficia determinado grupo político ou algo do gênero.Ou seja, o jornalismo independente, aquele que objetiva apenas informar, no Amazonas, está em extinção.O velho Calderaro já deve ter dado vários loopings no túmulo.
Todos nós entendemos um pouco Adonai. O simples fato de agradá-lo ou não é uma preocupação que todos os editores de telejornal tem que ter. Como disse, esse tipo de programa é um produto e deve ser pensado e produzido como tal.
Gosto muito da visão do Bruno sobre o tema, acrescento que independente de serem obrigados ou não a seguir a tendência de um grupo político, os repórteres, jornalistas e toda a equipe devem seguir o bom senso e observar o que tem sido feito no jornalismo de qualidade por todo o mundo. Isso não é difícil, basta ver e aprender com os melhores.
Como eu twittei hoje, vi uma equipe da Rede Amazônica debaixo do viaduto da Recife fazendo uma gravação. Muito provavelmente o tema era “Choveu e engarrafou”.
Passei mais de uma hora no trânsito indo da Paraíba até o Dom Pedro. Não quero chegar em casa, ligar e tv e ouvir “Choveu e engarrafou”. Porra, isso todo mundo sabe e viu em qualquer lugar.
Notícia pra mim é aquela informação que não está diretamente acessível ao grande público, como uma votação política, uma decisão judicial de um caso polêmico ou os bastidores de um clube de futebol. O jornal vai, apura os fatos e reporta ao público.
Isso não é um problema local, já que todos os dias vemos nos jornais nacionais a marginal Pinheiros engarrafada.
O que me incomoda é essa “encheção de linguiça” e o excessivo “conteúdo do internauta” que impera na tv hoje em dia. O Fantástico vem perdendo muita audiência porque mais da metade do programa é com coisas enviadas pela internet.
Enfim, como disse o Adonai, eu não entendo PN de jornalismo, mas fica aqui o meu protesto como consumidor.
É por essas e outras que cada vez mais sinto orgulho de ter me livrado dos grilhões da tv aberta.