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Dec
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Telejornais locais, minha opinião

Antes de mais nada quero dizer que não sou jornalista! E muito menos odeio jornalismo. Ufa! Agora posso começar sem me preocupar.

Hoje a Tv A Crítica estréia seu novo telejornal às 17h30 (horário de Manaus, é claro!). A afiliada da Record informou no domingo que muda seu telejornal após capacitar e reciclar seus profissionais, buscando um novo tipo de jornalismo, com mais compromisso com a realidade local.

Espero sinceramente que todos os objetivos da nova proposta sejam alcançados. Há mais ou menos um mês, a Tv Em Tempo, também lançou seu telejornal em clima de festa e com muita motivação. No entanto, toda a animação, investimento em equipamentos e cenário resultaram num telejornal simples e ainda com muitos erros técnicos.

Aqui em casa gostamos muito de ver os telejornais todos os dias. Somos nordestinos, acho que isso é um vício de lá, tudo se sabe pela televisão. Por isso, vejo praticamente todos, mudo de canal freneticamente para não perder a entrada dos blocos, as matérias e tudo mais.

Com a notícia do novo telejornal de A Crítica, surge a esperança de que as outras emissoras sintam-se motivadas a competir pela audiência no início do horário nobre. O telejornal local é um produto, assim como todos os outros da televisão brasileira. É nele que todos nós sentimos como anda a cidade em que vivemos, e como as histórias são contadas.

Hoje estarei atento, mas em especial ao cenário. De um tempo pra cá os telejornai locais resolveram mudar o estúdio e colocar o programa nas redações. Se fizeram para seguir o padrão da grandes redes não sei, mas a verdade é que todos justificam com a mesma idéia, trazer agilidade, mostrar que aqui se trabalha e por aí vai.

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Alguns telejornais investiram pesado nessa idéia, outros ainda mantém o estúdio. Particularmente acho interessante a idéia de colocar o programa na redação, no entanto, se for mal aplicado, pode tirar a atenção do telespectador que ficará mais curioso com o que acontece lá no fundo.

O que era engraçado no antigo telejornal de A Crítica era ver amigos jornalistas lá no fundo trabalhando, andando, conversando. Dava até pra manda um recado no twitter ou no msn pra avisar que estávamos vendo toda aquela movimentação.

O dia em que a preocupação com o que se “joga” na televisão se torne frequente está chegando. Investir em um telejornal sólido é importante para que as tv’s locais ganhem prestígio do público. Este que nunca foi consultado para saber do que realmente gosta quando quer receber as notícias.

Boa sorte a Tv A Crítica, vamos lá!

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4 Comments:
  1. Adonai Chacon 21 Dec, 2009

    Eu acho os telejornais locais muito toscos, mas n entendo do assunto, só me resta torcer pelo upgrade de todos e deste da Tv Acrítica. Faça mais posts sobre esse assunto Egle, é muito interessante. Abraços.

  2. Bruno 21 Dec, 2009

    As emissoras de TV do AM empregam os profissionais menos capacitados que existem.A maioria sequer eh formada em jornalismo.Exemplos não faltam.

    O pior de tudo que usam um critério totalmente indefinido. Se ao menos o critério beleza fosse utilizado já estaria bom.Mas eles conseguem empregar gente burra e feia.Claro que há exceções.

    Mas nada disso importa muito, visto que os “jornalistas” são obrigados por seus patrões a seguir uma linha editorial confusa e que, quase sempre, beneficia determinado grupo político ou algo do gênero.Ou seja, o jornalismo independente, aquele que objetiva apenas informar, no Amazonas, está em extinção.O velho Calderaro já deve ter dado vários loopings no túmulo.

  3. Danilo Egle 21 Dec, 2009

    Todos nós entendemos um pouco Adonai. O simples fato de agradá-lo ou não é uma preocupação que todos os editores de telejornal tem que ter. Como disse, esse tipo de programa é um produto e deve ser pensado e produzido como tal.
    Gosto muito da visão do Bruno sobre o tema, acrescento que independente de serem obrigados ou não a seguir a tendência de um grupo político, os repórteres, jornalistas e toda a equipe devem seguir o bom senso e observar o que tem sido feito no jornalismo de qualidade por todo o mundo. Isso não é difícil, basta ver e aprender com os melhores.

  4. Espina 22 Dec, 2009

    Como eu twittei hoje, vi uma equipe da Rede Amazônica debaixo do viaduto da Recife fazendo uma gravação. Muito provavelmente o tema era “Choveu e engarrafou”.

    Passei mais de uma hora no trânsito indo da Paraíba até o Dom Pedro. Não quero chegar em casa, ligar e tv e ouvir “Choveu e engarrafou”. Porra, isso todo mundo sabe e viu em qualquer lugar.

    Notícia pra mim é aquela informação que não está diretamente acessível ao grande público, como uma votação política, uma decisão judicial de um caso polêmico ou os bastidores de um clube de futebol. O jornal vai, apura os fatos e reporta ao público.

    Isso não é um problema local, já que todos os dias vemos nos jornais nacionais a marginal Pinheiros engarrafada.

    O que me incomoda é essa “encheção de linguiça” e o excessivo “conteúdo do internauta” que impera na tv hoje em dia. O Fantástico vem perdendo muita audiência porque mais da metade do programa é com coisas enviadas pela internet.

    Enfim, como disse o Adonai, eu não entendo PN de jornalismo, mas fica aqui o meu protesto como consumidor.

    É por essas e outras que cada vez mais sinto orgulho de ter me livrado dos grilhões da tv aberta.

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