Archive for the ‘áudio’ Category



21
Jul

O livro não deixará de existir!

Mcluhan foi o primeiro teórico de tudo isso que estamos vivendo com a internet e as redes sociais hoje. A verdade é que ele não foi nem um pouco respeitado por suas idéias e convicções.

Entender as mídias digitais, suas influências nas redes sociais e no comportamento dos internautas e na sociedade não é algo simples. A percepção de mundo de quem detém o poder econômico de um grande veículo por exemplo, está bastante afetada, todos estão falando ao mesmo tempo e até para absorver as idéias é preciso estar “plugado”.

Este post é mais um desabafo pensamento do que qualquer outra coisa.

11
Feb

Videorreportagem

Deixei o blog um pouco de lado, mas uma frase de twitter hoje me deixou com um peso na consciência. “O problema de alguns brasileiros é deixar seus projetos de lado só porque conseguiram um emprego novo”, acho que era isso.

É bem verdade que minha falta por aqui esses dias seja resultado de uma nova experiência que estou vivendo e tem ocupado todo o meu tempo. não deixei meus projetos de lado, mas de certa forma, parei de investir neles boa parte de minha dedicação. Ainda não sei como vou equilibrar tudo isso, mas acredito que escrever aqui já seja um bom começo.

O título deste post não quer dizer que eu darei uma aula sobre o assunto, quem sou eu pra falar de videorreportagem? No entanto, é nesse novo ramo que estou envolvido há duas semanas.  Toda a produção que tenho realizado está no canal do jornal onde trabalho no link.

Confesso que o jornalismo me interessa há algum tempo, sobretudo o trabalho realizado nos telejornais e na internet. Alguns programas como IReport (CNN) me instigam a produzir conteúdo com uma câmera na mão.

É claro que não é fácil, nem um pouco. Sou formado em Relações Públicas e por mais que seja o mesmo ramo do jornalismo, o dia a dia é bem diferente. Sempre trabalhei em produtoras, com projetos audiovisuais, onde o vídeo era o elemento principal no qual eu sempre tirei meu sustento. Sempre fiz vídeo por demanda.

Desde que iniciei meu trabalho procuro absorver todo tipo de dica, informação e trejeitos do estilo jornalístico. Mais uma vez afirmo: não é fácil. A dinâmica é outra, o papo é outro, tudo muda. Mesmo assim, tem uma coisa que me faz levantar todos os dias e ir pra lá, é a adrenalina. Sem ela eu não vivo.

No primeiro dia que tive que gravar uma videorreportagem simples, só estava preparado tecnicamente. Falei pro meu chefe que faria com meu celular (NOKIA N95 8gb), na hora notei que ele não levou muito a sério, mas fiz questão de mostrar a qualidade do vídeo num dos testes que sempre faço antes de usar um dispositivo.

Chegamos numa delegacia, tinham acabado de prender duas suspeitas de assassinar um empresário a facadas em sua própria casa. Fiquei sabendo da notícia por uma amiga da assessoria de imprensa da Polícia Civil do Amazonas. Mesmo assim, toda a imprensa já estava por lá.

Uma delas era menor de idade, não podíamos fazer imagem do rosto. Por isso, fomos colocados do lado de fora pra que elas fossem posicionadas na apresentação no saguão da da delegacia.

Quando entramos, todos os repórteres, fotógrafos, cinegrafistas, enfim, todo mundo procurando uma posição pra fazer a melhor imagem, a capa do jornal do dia seguinte, as manchetes! Eu nunca me deparei com isso, o empurra-empurra, a camaradagem, as frases que são soltas na hora, era muita novidade. Eu não podia prestar atenção naquilo tudo, também tinha minha imagem pra fazer, sem falar que minha missão era voltar para redação e colocar aquilo no ar o mais rápido possível.

O som das câmeras fotográficas é #tenso! As perguntas feitas pelos repórteres às assassinas como: “Como vocês mataram eles?”, “Tinha mais alguém?”, “Vocês são prostitutas?”. Dava pra sentir a adrenalina ali, viva em todo mundo.

É claro que talvez só eu estivesse percebendo tudo isso. Alguns que estavam ali comigo trabalham há 10, 15 anos fazendo a mesma coisa e já viram de tudo. Mas mesmo assim, eles também devem ter a motivação deles.

Pra mim o pior foi misturar a ocasião com um lado muito pessoal. O empresário em questão era Charles Renê Magalhães Reis, meu ex-chefe. Mais que isso, Charles era um grande amigo, me deu a primeira oportunidade de trabalhar numa produtora, dirigindo pequenos vt’s de todo tipo e até alguns vídeos institucionais. Meses depois, com um pouco mais de experiência, eu já cuidava de todos os trabalhos da empresa e era um produtor de confiança da equipe.

Charles foi assassinado, perdemos um amigo. O dilema daquele dia é algo que nunca vou esquecer. A reportagem sobre alguém que matou violentamente uma pessoa que eu sempre considerei especial é algo indescritível. O que senti misturava emoção, euforia, raiva, ódio, sede por justiça, e muitos outros.

Ainda estamos no início, tempos atrás eu nunca me imaginei numa redação. Mas não estamos com medo de nada, na verdade temos mais vontade do que mecanismos. O projeto é novo e estou tendo a oportunidade de moldar de uma forma muito pessoal, buscando sempre a rapidez e eficácia na produção de videorreportagens.

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