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O livro não deixará de existir!
Mcluhan foi o primeiro teórico de tudo isso que estamos vivendo com a internet e as redes sociais hoje. A verdade é que ele não foi nem um pouco respeitado por suas idéias e convicções.
Entender as mídias digitais, suas influências nas redes sociais e no comportamento dos internautas e na sociedade não é algo simples. A percepção de mundo de quem detém o poder econômico de um grande veículo por exemplo, está bastante afetada, todos estão falando ao mesmo tempo e até para absorver as idéias é preciso estar “plugado”.
Este post é mais um desabafo pensamento do que qualquer outra coisa.
Jornal @DEZminutos YouTube
Três meses após iniciar o trabalho no grupo Diário do Amazonas, temos um fenômeno na internet. O canal Jornal Dez Minutos no YouTube é um exemplo de utilização racional do vídeo na internet e está se tornando popular entre os internautas da cidade.
No início, batemos bastante a cabeça na criação de um formato que fosse útil e prático para qualquer audiência que tivéssemos. Combinar informação, notícia e objetividade é a questão fundamental dos novos mecanismos midiáticos que estão surgindo nessa grande rede em que estamos inseridos.
Ainda não chegamos no ponto onde queremos, mas estamos próximos. O formato foi definido e os desafios não pararam de surgir, parece que aumentaram. O cuidado como texto, imagens e edição são constantes e ainda cometemos alguns deslizes. Temos quatro alunos de comunicação como trainees, que assimilaram rápido a idéia de como os vídeos são construídos, mas é preciso aumentar a capacidade de percepção para que eles façam vídeos cada vez melhores.
Os exemplos de vídeos bem sucedidos são muitos. A exclusividade de nossos vídeos é incrível. Ainda não sei como tudo isso está acontecendo direito. A verdade é que a dinâmica com que os vídeos são produzidos difere do formato broadcasting/televisão que conhecemos e isso faz toda a diferença. O tempo, os detalhes, o tipo de informação, e o mais importante: a resposta dos internautas. Eles estão sempre ali, para observar o que fazemos e como fazemos. São eles o nosso termômetro e o reflexo do tipo de informação que construímos.
Veja este excelente exemplo:
O videorrepórter (VR) Caio Pimenta conseguiu flagrar o momento exato de uma confusão no interior de um ônibus coletivo no Centro de Manaus. Incrível, pois consegue sintetizar com um plano sequência, a revolta de um usuário que se sentiu enganado. É óbvio que a situação é grave, mas estas imagens revelam o que um sistema de transporte deficiente e falho causa em pessoas comuns que estão nas ruas todos os dias e dependem do serviço.
Temos recebido muitas opiniões, mas como o YouTube é uma rede social, percebemos que os vídeos servem como mote para que integrantes da rede debatam diferentes assuntos. No caso da greve dos rodoviários que teve início dia 30 de abril, o twitter em Manaus foi nutrido de informações em tempo real do que estava acontecendo na cidade, das 3hrs da manhã até às 21h. Ninguém cobriu mais a greve do que a nossa equipe. Considero essa data um verdadeiro marco para um trabalho que ainda vai nos surpreender muito.
Videorreportagem
Deixei o blog um pouco de lado, mas uma frase de twitter hoje me deixou com um peso na consciência. “O problema de alguns brasileiros é deixar seus projetos de lado só porque conseguiram um emprego novo”, acho que era isso.
É bem verdade que minha falta por aqui esses dias seja resultado de uma nova experiência que estou vivendo e tem ocupado todo o meu tempo. não deixei meus projetos de lado, mas de certa forma, parei de investir neles boa parte de minha dedicação. Ainda não sei como vou equilibrar tudo isso, mas acredito que escrever aqui já seja um bom começo.
O título deste post não quer dizer que eu darei uma aula sobre o assunto, quem sou eu pra falar de videorreportagem? No entanto, é nesse novo ramo que estou envolvido há duas semanas. Toda a produção que tenho realizado está no canal do jornal onde trabalho no link.
Confesso que o jornalismo me interessa há algum tempo, sobretudo o trabalho realizado nos telejornais e na internet. Alguns programas como IReport (CNN) me instigam a produzir conteúdo com uma câmera na mão.
É claro que não é fácil, nem um pouco. Sou formado em Relações Públicas e por mais que seja o mesmo ramo do jornalismo, o dia a dia é bem diferente. Sempre trabalhei em produtoras, com projetos audiovisuais, onde o vídeo era o elemento principal no qual eu sempre tirei meu sustento. Sempre fiz vídeo por demanda.
Desde que iniciei meu trabalho procuro absorver todo tipo de dica, informação e trejeitos do estilo jornalístico. Mais uma vez afirmo: não é fácil. A dinâmica é outra, o papo é outro, tudo muda. Mesmo assim, tem uma coisa que me faz levantar todos os dias e ir pra lá, é a adrenalina. Sem ela eu não vivo.
No primeiro dia que tive que gravar uma videorreportagem simples, só estava preparado tecnicamente. Falei pro meu chefe que faria com meu celular (NOKIA N95 8gb), na hora notei que ele não levou muito a sério, mas fiz questão de mostrar a qualidade do vídeo num dos testes que sempre faço antes de usar um dispositivo.
Chegamos numa delegacia, tinham acabado de prender duas suspeitas de assassinar um empresário a facadas em sua própria casa. Fiquei sabendo da notícia por uma amiga da assessoria de imprensa da Polícia Civil do Amazonas. Mesmo assim, toda a imprensa já estava por lá.
Uma delas era menor de idade, não podíamos fazer imagem do rosto. Por isso, fomos colocados do lado de fora pra que elas fossem posicionadas na apresentação no saguão da da delegacia.
Quando entramos, todos os repórteres, fotógrafos, cinegrafistas, enfim, todo mundo procurando uma posição pra fazer a melhor imagem, a capa do jornal do dia seguinte, as manchetes! Eu nunca me deparei com isso, o empurra-empurra, a camaradagem, as frases que são soltas na hora, era muita novidade. Eu não podia prestar atenção naquilo tudo, também tinha minha imagem pra fazer, sem falar que minha missão era voltar para redação e colocar aquilo no ar o mais rápido possível.
O som das câmeras fotográficas é #tenso! As perguntas feitas pelos repórteres às assassinas como: “Como vocês mataram eles?”, “Tinha mais alguém?”, “Vocês são prostitutas?”. Dava pra sentir a adrenalina ali, viva em todo mundo.
É claro que talvez só eu estivesse percebendo tudo isso. Alguns que estavam ali comigo trabalham há 10, 15 anos fazendo a mesma coisa e já viram de tudo. Mas mesmo assim, eles também devem ter a motivação deles.
Pra mim o pior foi misturar a ocasião com um lado muito pessoal. O empresário em questão era Charles Renê Magalhães Reis, meu ex-chefe. Mais que isso, Charles era um grande amigo, me deu a primeira oportunidade de trabalhar numa produtora, dirigindo pequenos vt’s de todo tipo e até alguns vídeos institucionais. Meses depois, com um pouco mais de experiência, eu já cuidava de todos os trabalhos da empresa e era um produtor de confiança da equipe.
Charles foi assassinado, perdemos um amigo. O dilema daquele dia é algo que nunca vou esquecer. A reportagem sobre alguém que matou violentamente uma pessoa que eu sempre considerei especial é algo indescritível. O que senti misturava emoção, euforia, raiva, ódio, sede por justiça, e muitos outros.
Ainda estamos no início, tempos atrás eu nunca me imaginei numa redação. Mas não estamos com medo de nada, na verdade temos mais vontade do que mecanismos. O projeto é novo e estou tendo a oportunidade de moldar de uma forma muito pessoal, buscando sempre a rapidez e eficácia na produção de videorreportagens.
Experiência de vídeo para internet
Hoje, conversei com alguns amigos sobre vídeo para internet e dispositivos móveis. Ficamos um bom tempo discutindo tamanho, compactação, qualdiade de áudio e etc. Tudo de uma forma bem agradável. Como estava com o computador na mão, recordei as experiências que tive na pós-graduação e de alguns vídeos que produzi.
A recordação foi tão boa que decidi postar aqui estes vídeos, como exemplos que foram produzidos com o propósito de serem visualizados na internet. Eles compuseram o meu trabalho final no curso e são resultado de um conjunto de parâmetros que defendo na produção.
Quem quiser saber mais sobre esse trabalho, é só visitar o blog: http://acoespossiveis.blogspot.com
Todos os vídeos foram realizados com um celular N95 8Gb.
@bia_abinader e a verdade fractal
Jean Baudrillard esclarece em seu artigo “A informação no estágio metereológico”, no livro Tela Total, que hoje a informação pode ser considerada verdadeira pelo simples fato de ser instantânea. É bem verdade que o autor, entre outros esclarecimentos, critica a chamada “verdade” reproduzida pelos meios de comunicação que na busca pela audiência fazem de tudo para sair na frente.
Quando cita a verdade chamada de fractal , Baudrillard nos faz entender que a atual condição da informação possibilita qualquer pessoa ser “dona da verdade” mesmo que seja por alguns minutos até que outra verdade venha à tona. Sempre sabemos das verdades pela metade, quebrada ou até que sejam esclarecidas completamente a informação sofre incontáveis processos de verdade.
É bem isso que acontece neste exato momento em Manaus envolvendo a médica Biaca Abinader (@bia_abinader) e o pseudoradialista, pseudojornalista e “adêvogado” Ronaldo Tiradentes, que comanda a rádio CBN Manaus. Num episódio muito infeliz, relatado no blog do amigo Ismael Benigno , o pseudo comanda capangas que investem na busca da informação, da verdade fractal, a todo custo.
O problema é que os princípios do jornalismo não são e nunca foram respeitados pela rádio citada. Infelizmente, tendo sob seu domínio uma rádio que alcança grande parte dos ouvintes interessados em notícias, o locutor se dirige às pessoas como simples peças de seu jogo triste e sem rumo.
Discordo da abordagem utilizada pela rádio que utiliza um meio massivo de comunicação para fazer uma “justiça” velada por relações políticas e partidárias que circundam uma trajetória fracassada e como disse antes infeliz.
Por definição, a comunicação que o jornalismo faz é sempre em busca de esclarecer e informar nós cidadãos dos fatos. Tomar partido, não ouvir partes e ir de encontro aos princípios do código de ética dos jornalistas é ofender o público!
Pedro Bial inova mais uma vez
Ontem tive sérios problemas para dormir e só peguei no sono por volta de 4hrs da manhã. O bom é que não satisfeito com minha insônia permaneço com a tv ligada até que a vontade de dormir apareça.
Tive a chance de assistir ao Globo News Especial apresentado pelo Pedro Bial. O tema era a vida eterna, juventude e como a sociedade mundial lida com o envelhecer.

Telejornais locais, minha opinião
Antes de mais nada quero dizer que não sou jornalista! E muito menos odeio jornalismo. Ufa! Agora posso começar sem me preocupar.
Hoje a Tv A Crítica estréia seu novo telejornal às 17h30 (horário de Manaus, é claro!). A afiliada da Record informou no domingo que muda seu telejornal após capacitar e reciclar seus profissionais, buscando um novo tipo de jornalismo, com mais compromisso com a realidade local.
Roupa é coisa séria
Há muito tenho ficado bastante incomodado com o estilo de roupa que nossos repórteres, apresentadores e outros personagens da tv manauara usam todos os dias. É claro que esse detalhe é algo muito importante, tem até gente que ganha dinheiro prestando consultoria e criando um estilo de vedtir para quem se apresenta na televisão.
Infelizmente, aqui em Manaus, o critério utilizado pelos repórteres para se apresentar num telejornal é o famoso blazer, paletó, ou qualquer coisa que se pareça com isso. O problema de agrava mais ainda quando se trata das mulheres, o famigerado tailleur virou moda e é só isso que se usa.
Hoje vi um anúncio no jornal impresso Em Tempo, fazendo a propaganda da nova equipe de telejornalismo da Tv Em Tempo. Pude notar que todos os estilos de vestimenta que poderiam ser explorados foram ignorados, alguns ate exagerando no modelo.
Veja com os próprios olhos!

Pra mim já basta o pessoal da firma, ou melhor, do amazonsat, todos com a mesma roupa.
A solução é simples pessoal, é só passar um dia vendo tv. Telejornais e programas de todos os países do mundo estão disponíveis nas tv’s por assinatura. É só copiar os modelos, precisa ter vergonha não!
Antes que digam que sou corneteiro, quero dizer que faço parte da audiência da TV Em Tempo e de todas as outras que apresentam o telejornal local, é minha maior fonte de informação.
Capoeira na TV, de novo?!
O feriado de hoje revelou mais uma vez a falta de criatividade da tv local em produzir conteúdo. Vi hoje o mesmo programa de cinco anos atrás, grupos de capoeira, uma matéria sobre comidas de origem africana (com a mesma personagem) e algumas notas sobre a manifestação que aconteceu hoje a tarde no centro da cidade.
Programas de TV em Manaus
É claro que este meu comentário não irá “dar nome aos bois”, como se diz por aí. Meu objetivo neste post é colocar algumas impressões sobre os programas de televisão, produzidos em Manaus, que alimentam a programação dos diversos canais que temos. Tem mais aqui…