21
Jul

O livro não deixará de existir!

Mcluhan foi o primeiro teórico de tudo isso que estamos vivendo com a internet e as redes sociais hoje. A verdade é que ele não foi nem um pouco respeitado por suas idéias e convicções.

Entender as mídias digitais, suas influências nas redes sociais e no comportamento dos internautas e na sociedade não é algo simples. A percepção de mundo de quem detém o poder econômico de um grande veículo por exemplo, está bastante afetada, todos estão falando ao mesmo tempo e até para absorver as idéias é preciso estar “plugado”.

Este post é mais um desabafo pensamento do que qualquer outra coisa.

3
May

Jornal @DEZminutos YouTube

Três meses após iniciar o trabalho no grupo Diário do Amazonas, temos um fenômeno na internet. O canal Jornal Dez Minutos no YouTube é um exemplo de utilização racional do vídeo na internet e está se tornando popular entre os internautas da cidade.

No início, batemos bastante a cabeça na criação de um formato que fosse útil e prático para qualquer audiência que tivéssemos. Combinar informação, notícia e objetividade é a questão fundamental dos novos mecanismos midiáticos que estão surgindo nessa grande rede em que estamos inseridos.

Ainda não chegamos no ponto onde queremos, mas estamos próximos. O formato foi definido e os desafios não pararam de surgir, parece que aumentaram. O cuidado como texto, imagens e edição são constantes e ainda cometemos alguns deslizes. Temos quatro alunos de comunicação como trainees, que assimilaram rápido a idéia de como os vídeos são construídos, mas é preciso aumentar a capacidade de percepção para que eles façam vídeos cada vez melhores.

Os exemplos de vídeos bem sucedidos são muitos. A exclusividade de nossos vídeos é incrível. Ainda não sei como tudo isso está acontecendo direito. A verdade é que a dinâmica com que os vídeos são produzidos difere do formato broadcasting/televisão que conhecemos e isso faz toda a diferença. O tempo, os detalhes, o tipo de informação, e o mais importante: a resposta dos internautas. Eles estão sempre ali, para observar o que fazemos e como fazemos. São eles o nosso termômetro e o reflexo do tipo de informação que construímos.

Veja este excelente exemplo:

O videorrepórter (VR) Caio Pimenta conseguiu flagrar o momento exato de uma confusão no interior de um ônibus coletivo no Centro de Manaus. Incrível, pois consegue sintetizar com um plano sequência, a revolta de um usuário que se sentiu enganado. É óbvio que a situação é grave, mas estas imagens revelam o que um sistema de transporte deficiente e falho causa em pessoas comuns que estão nas ruas todos os dias e dependem do serviço.

Temos recebido muitas opiniões, mas como o YouTube é uma rede social, percebemos que os vídeos servem como mote para que integrantes da rede debatam diferentes assuntos. No caso da greve dos rodoviários que teve início dia 30 de abril, o twitter em Manaus foi nutrido de informações em tempo real do que estava acontecendo na cidade, das 3hrs da manhã até às 21h. Ninguém cobriu mais a greve do que a nossa equipe. Considero essa data um verdadeiro marco para um trabalho que ainda vai nos surpreender muito.

2
May

Documentário “Mulher de Peso”

O documentário “Mulher de Peso” conta a saga de Maria Elizabete, ex-levantadora de peso profissional e que hoje treina atletas na mesma modalidade. Sem deixar de lado a história de luta que essa mulher tem, quero dedicar este post aos realizadores deste filme.

Kamila Simões, Vera Daian e Felipe França, são alunos da pós-graduação em Cinema, TV e Mídias Digitais da Universidade Federal de Juiz de Fora, UFJF. Estudaram comigo, na mesma sala. Foi deles a idéia de contar a história da atleta Elizabete que conseguiu, aos 40 anos, chegar a uma olimpíada.

O trabalho foi realizado com muito esforço, sem modéstia alguma. Entre Viçosa e Juiz de Fora, foram muitas as viagens que o grupo precisou fazer nas estradas de Minas Gerais. Dificuldade de equipamento, pouco tempo para execução e falta de grana são alguns ingredientes que os estudantes de comunicação estão acostumados. No entanto, a maneira como conseguiram administrar as dificuldades é motivo de orgulho para um curso que está apenas começando a formar seus primeiros alunos.

Sempre tive a convicção de que saber manusear um equipamento de gravação e edição fosse talvez o item mais importante quando o assunto é produção audiovisual. Engano meu. A preocupação com o roteiro, as discussões em busca de um produto melhor e muito suor, são tão importantes quanto saber o manual de uma câmera de cabo-a-rabo. Foi exatamente isso que fez com que esse filme ficasse tão interessante.

Vale a pena dar uma olhada nesse filme. Pela história nele apresentada, pela esforço dos realizadores, mas sobretudo pelo exemplo a ser seguido quando se trata de “fazer” e não “esperar”.

11
Feb

Videorreportagem

Deixei o blog um pouco de lado, mas uma frase de twitter hoje me deixou com um peso na consciência. “O problema de alguns brasileiros é deixar seus projetos de lado só porque conseguiram um emprego novo”, acho que era isso.

É bem verdade que minha falta por aqui esses dias seja resultado de uma nova experiência que estou vivendo e tem ocupado todo o meu tempo. não deixei meus projetos de lado, mas de certa forma, parei de investir neles boa parte de minha dedicação. Ainda não sei como vou equilibrar tudo isso, mas acredito que escrever aqui já seja um bom começo.

O título deste post não quer dizer que eu darei uma aula sobre o assunto, quem sou eu pra falar de videorreportagem? No entanto, é nesse novo ramo que estou envolvido há duas semanas.  Toda a produção que tenho realizado está no canal do jornal onde trabalho no link.

Confesso que o jornalismo me interessa há algum tempo, sobretudo o trabalho realizado nos telejornais e na internet. Alguns programas como IReport (CNN) me instigam a produzir conteúdo com uma câmera na mão.

É claro que não é fácil, nem um pouco. Sou formado em Relações Públicas e por mais que seja o mesmo ramo do jornalismo, o dia a dia é bem diferente. Sempre trabalhei em produtoras, com projetos audiovisuais, onde o vídeo era o elemento principal no qual eu sempre tirei meu sustento. Sempre fiz vídeo por demanda.

Desde que iniciei meu trabalho procuro absorver todo tipo de dica, informação e trejeitos do estilo jornalístico. Mais uma vez afirmo: não é fácil. A dinâmica é outra, o papo é outro, tudo muda. Mesmo assim, tem uma coisa que me faz levantar todos os dias e ir pra lá, é a adrenalina. Sem ela eu não vivo.

No primeiro dia que tive que gravar uma videorreportagem simples, só estava preparado tecnicamente. Falei pro meu chefe que faria com meu celular (NOKIA N95 8gb), na hora notei que ele não levou muito a sério, mas fiz questão de mostrar a qualidade do vídeo num dos testes que sempre faço antes de usar um dispositivo.

Chegamos numa delegacia, tinham acabado de prender duas suspeitas de assassinar um empresário a facadas em sua própria casa. Fiquei sabendo da notícia por uma amiga da assessoria de imprensa da Polícia Civil do Amazonas. Mesmo assim, toda a imprensa já estava por lá.

Uma delas era menor de idade, não podíamos fazer imagem do rosto. Por isso, fomos colocados do lado de fora pra que elas fossem posicionadas na apresentação no saguão da da delegacia.

Quando entramos, todos os repórteres, fotógrafos, cinegrafistas, enfim, todo mundo procurando uma posição pra fazer a melhor imagem, a capa do jornal do dia seguinte, as manchetes! Eu nunca me deparei com isso, o empurra-empurra, a camaradagem, as frases que são soltas na hora, era muita novidade. Eu não podia prestar atenção naquilo tudo, também tinha minha imagem pra fazer, sem falar que minha missão era voltar para redação e colocar aquilo no ar o mais rápido possível.

O som das câmeras fotográficas é #tenso! As perguntas feitas pelos repórteres às assassinas como: “Como vocês mataram eles?”, “Tinha mais alguém?”, “Vocês são prostitutas?”. Dava pra sentir a adrenalina ali, viva em todo mundo.

É claro que talvez só eu estivesse percebendo tudo isso. Alguns que estavam ali comigo trabalham há 10, 15 anos fazendo a mesma coisa e já viram de tudo. Mas mesmo assim, eles também devem ter a motivação deles.

Pra mim o pior foi misturar a ocasião com um lado muito pessoal. O empresário em questão era Charles Renê Magalhães Reis, meu ex-chefe. Mais que isso, Charles era um grande amigo, me deu a primeira oportunidade de trabalhar numa produtora, dirigindo pequenos vt’s de todo tipo e até alguns vídeos institucionais. Meses depois, com um pouco mais de experiência, eu já cuidava de todos os trabalhos da empresa e era um produtor de confiança da equipe.

Charles foi assassinado, perdemos um amigo. O dilema daquele dia é algo que nunca vou esquecer. A reportagem sobre alguém que matou violentamente uma pessoa que eu sempre considerei especial é algo indescritível. O que senti misturava emoção, euforia, raiva, ódio, sede por justiça, e muitos outros.

Ainda estamos no início, tempos atrás eu nunca me imaginei numa redação. Mas não estamos com medo de nada, na verdade temos mais vontade do que mecanismos. O projeto é novo e estou tendo a oportunidade de moldar de uma forma muito pessoal, buscando sempre a rapidez e eficácia na produção de videorreportagens.

26
Jan

Experiência de vídeo para internet

Hoje, conversei com alguns amigos sobre vídeo para internet e dispositivos móveis. Ficamos um bom tempo discutindo tamanho, compactação, qualdiade de áudio e etc. Tudo de uma forma bem agradável. Como estava com o computador na mão, recordei as experiências que tive na pós-graduação e de alguns vídeos que produzi.

A recordação foi tão boa que decidi postar aqui estes vídeos, como exemplos que foram produzidos com o propósito de serem visualizados na internet. Eles compuseram o meu trabalho final no curso e são resultado de um conjunto de parâmetros que defendo na produção.

Quem quiser saber mais sobre esse trabalho, é só visitar o blog: http://acoespossiveis.blogspot.com

Todos os vídeos foram realizados com um celular N95 8Gb.

5
Jan

@bia_abinader e a verdade fractal

tela total baudrillard 001 Jean Baudrillard esclarece em seu artigo “A informação no estágio metereológico”, no livro Tela Total, que hoje a informação pode ser considerada verdadeira pelo simples fato de ser instantânea. É bem verdade que o autor, entre outros esclarecimentos, critica a chamada “verdade” reproduzida pelos meios de comunicação que na busca pela audiência fazem de tudo para sair na frente.

Quando cita a verdade chamada de fractal , Baudrillard nos faz entender que a atual condição da informação  possibilita qualquer pessoa ser “dona da verdade” mesmo que seja por alguns minutos até que outra verdade venha à tona. Sempre sabemos das verdades pela metade, quebrada ou até que sejam esclarecidas completamente a informação sofre incontáveis processos de verdade.

É bem isso que acontece neste exato momento em Manaus envolvendo a médica Biaca Abinader (@bia_abinader) e o pseudoradialista, pseudojornalista e “adêvogado” Ronaldo Tiradentes, que comanda a rádio CBN Manaus. Num episódio muito infeliz, relatado no blog do amigo Ismael Benigno , o pseudo comanda capangas que investem na busca da informação, da verdade fractal, a todo custo.

O problema é que os princípios do jornalismo não são e nunca foram respeitados pela rádio citada. Infelizmente, tendo sob seu domínio uma rádio que alcança grande parte dos ouvintes interessados em notícias, o locutor se dirige às pessoas como simples peças de seu jogo triste e sem rumo.

Discordo da abordagem utilizada pela rádio que utiliza um meio massivo de comunicação para fazer uma “justiça” velada por relações políticas e partidárias que circundam uma trajetória fracassada e como disse antes infeliz.

Por definição, a comunicação que o jornalismo faz é sempre em busca de esclarecer e informar nós cidadãos dos fatos. Tomar partido, não ouvir partes e ir de encontro aos princípios do código de ética dos jornalistas é ofender o público!

4
Jan

Manifesto

Manifesto Pela Liberdade de Expressão no Amazonas

Aos cidadãos Amazonenses

A Constituição Brasileira diz em seu Art. 1º, parágrafo único V, Que “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

Diz também no  Art. 5º, parágrafo II que “Ninguém deixará de fazer alguma coisa senão em virtude de Lei”; e no parágrafo IV  que ” É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”; parágrafo IX que diz que “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença.

Diz também no parágrafo XVI do Art. 5º que “Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independente de autorização, desde que não frustem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.

A Constituição Brasileira diz também eu seu Art. 5º, parágrafo XXXIII, que “Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da Lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”; XXXIV – “São a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas; a) O direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder.”

Este manifesto vem à público expressar o sentimento de repressão sofrida à um grupo de aproximadamente 100 pessoas, que protestaram contra a aprovação do Projeto de Lei Complementar 006/09, aprovado na Câmara Municipal de Manaus, que instituiu a criação de duas taxas: a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD) e a Taxa de Resíduos de Serviços de Saúde (TRSS).

O grupo, do qual sou integrante, vem sofrendo repressão política desde que decidiu publicar um outdoor com os nomes dos vereadores que aprovaram a criação das taxas. Todas as empresas de publicidade por nós procuradas desistiram da publicação do outdoor, alegando a não interferência em assuntos políticos.

Este manifesto vem à público informar que todos os integrantes do movimento contra a “Taxa do Lixo” são cidadãos de bem, que gozam dos direitos constitucionais e de liberdade de expressão, assim como todos os demais direitos à nós concedidos pela Constituição Brasileira.

Nosso sentimento de protesto tem como finalidade o puro exercício da cidadania. Nosso grupo é composto por profissionais liberais, autônomos, estudantes, médicos, jornalistas, juristas, analistas de sistemas, engenheiros, dentre outros.

No dia 04 de janeiro de 2010, um dos integrantes de nosso movimento foi procurado em seu trabalho por dois homens sem identificação, com gravadores e microfones em punho, para dar explicações de seu trabalho.

Os dois homens foram avisados de que não estavam autorizados a adentrarem no recinto sem prévio aviso à direção do mesmo. Mas, seguiram fazendo entrevistas à pessoas e funcionários do local.

O integrante de nosso grupo que foi covardemente coagido, não tem nenhuma ligação de cunho político, muito pelo contrário, aderiu ao movimento por pura indginação, é uma médica e está grávida.

Segundo testemunhas, os dois homens saíram de um Fiat Uno branco com identificação de uma rádio local , que tem por empresário e apresentador um ex-político.

Se confirmados os fatos apresentados por testemunhas de que tal rádio tentou de forma indireta, coagir um cidadão que expressa sua opinião de forma pacífica e legítima, levaremos o caso às autoridades competentes. Isto posto que uma rádio goza dos mesmos direitos constitucionais que qualquer cidadão brasileiro.

Uma rádio que tenta coagir um grupo que se expressa de maneira contrária, está rasgando a Constituição Brasileira, a mesma Constituição que garante os direitos aos veículos de comunicação.

Peço aos cidadãos de bem que não se calem, pois não vivemos mais em regime ditatorial. O ano é 2010 e não 1964.

E termino aqui com uma frase de Sun Tzu, dedicada a todos os que ainda tentam reprimir de maneira covarde, o sentimento de opinião contrária.

“Ao cercar um homem dê a ele ao menos uma saída. Caso contrário ele lutará até à morte.”

Manaus, 04 de janeiro de 2010.

Ao que vos manifesta e representa,

Evandro Borges


28
Dec

Pedro Bial inova mais uma vez

Ontem tive sérios problemas para dormir e só peguei no sono por volta de 4hrs da manhã. O bom é que não satisfeito com minha insônia permaneço com a tv ligada até que a vontade de dormir apareça.

Tive a chance de assistir ao Globo News Especial apresentado pelo Pedro Bial. O tema era a vida eterna, juventude e como a sociedade mundial lida com o envelhecer.

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Mais aqui…

21
Dec

Agora sim!

Hoje foi a estréia do novo telejornal de A Crítica, e eu gostei!

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Muito bom o conjunto da obra, No início rolou aquela matéria explicando como tudo foi feito, estúdio, preparação dos repórteres, etc. Bem mais simples e direta, o importante era que o telejornal e não o resto.
Logo nas primeiras matérias ficou claro que o pessoal mudou, as roupas estavam boas e as imagens não apareceram estouradas como antes.
O que eu achei mais interessante foi que apresentaram uma matéria sobre a chuva da cidade com o sobrevoo de helicóptero. Todo mundo teve a oportunidade de ver de cima os estragos que a cidade apresenta após tantos dias de chuva sem parar. Golaço!
Espero sinceramente que contiuem assim! Vamos em frente!

21
Dec

Telejornais locais, minha opinião

Antes de mais nada quero dizer que não sou jornalista! E muito menos odeio jornalismo. Ufa! Agora posso começar sem me preocupar.

Hoje a Tv A Crítica estréia seu novo telejornal às 17h30 (horário de Manaus, é claro!). A afiliada da Record informou no domingo que muda seu telejornal após capacitar e reciclar seus profissionais, buscando um novo tipo de jornalismo, com mais compromisso com a realidade local.

Tem mais aqui

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